TÍTULO DO PROJETO

Glaziou e os Jardins Sinuosos

LOCAL

Jardim Botânico do Rio de Janeiro

ENDEREÇO

Rua Jardim Botânico, 920, Rio de Janeiro, RJ

VISITAÇÃO

01/11/2009 – 30/01/2010

Presidência da República

Luiz Inácio Lula da Silva

MINISTRO DO MEIO AMBIENTE

Carlos Minc

Jardim Botânico DO RIO DE JANEIRO
PRESIDENTE

Liszt Vieira

DIRETOR DE GESTÃO

Renato Cader da Silva

DIRETOR DE PESQUISA CIENTÍFICA

Marli Pires Morim

DIRETOR DE AMBIENTE E TECNOLOGIA

Guido Gelli

DIRETOR DA ESCOLA NACIONAL DE BOTÂNICA TROPICAL

Gilberto Amado Filho

EXPOSIÇÃO
EDIÇÃO E PROJETO

Anna Paula Martins

CONSULTORIA CIENTÍFICA

Jean-Yves MArian

ARQUITETURA

Israel Nunes

DIREÇÃO DE MONTAGEM

Zilda Moschkovich

PROJEÇÕES

Joana Ventura e João Bonelli

ASSISTENTE DE PROJEÇÕES

Daniel Gnattali

TRILHA SONORA

Lucas Santtana

DESIGN GRÁFICO

Luiza Marcier e Carolina Vaz

ASSISTENTE DE DESIGN GRÁFICO

Juliana Montenegro

FOTO DA CAPA

Anna Paula Martins

ASSISTENTE DE EDIÇÃO

Juliana Wëner

PRODUÇÃO

Automatica

COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO

Luiza Mello

PRODUÇÃO

  • Bebel Kastrup
  • Bruno Monnerat
  • Mariana Schincariol de Mello

GESTÃO

Marisa S. Mello

MAQUETE

Flavio Papi

ILUMINAÇÃO

Belight Molduras Arts Glatt

CENOTÉCNICO

Humberto Silva Jr.

CALIGRAFIA

Maria Alice de Rezende

APLICAÇÃO DE STENCIL

Julia Ribas

LAMBE-LAMBE

Baranda

COSTUREIRA

Sônia Regina Martins

ESTOFADOR

Carlos Botelho

TRADUÇÕES

  • André Telles (Auguste Glaziou e seus mestres franceses em Bordeaux e Tijuca: a floresta obra de arte do Rio de Janeiro)
  • Jean-Yves Mérian (Plantae Brasiliae centralis a Glaziou lectae)

VERSÕES

Janine Houard

REVISÃO

Duas Águas Editoração e Consultoria

GRÁFICA

Alex Sanches Lima | Abegraph

LOGÍSTICA

Ana Lacerda | Al Consultancy

SEGURO

JosA Rodrigo Octavio | JMS Adm. e Corretagem

TEXTOS

  • Alda Heizer
  • Auguste Glaziou
  • Auguste Saint-Hilaire
  • Isabelle Guillauic
  • Jean-Yves MArian
  • Jean Pierre Beriac
  • Maria Anita Fraga Souza

ACERVO

  • Biblioteca Barbosa Rodrigues/JBRJ
  • Fundação Biblioteca Nacional
  • Fundação Parques e Jardins
  • Instituto Moreira Salles
  • Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro
  • Museu Nacional/UFRJ
  • Muséum National d’Histoire Naturelle
  • The Natural History Museum
  • Luiz Aquila da Rocha Miranda

APOIO

  • Consulado Geral da França no Rio de Janeiro
  • Universidade Rennes 2 Haute Bretagne

Com a intenção de aproximar o público brasileiro à obra do paisagista francês Auguste François Marie Glaziou (1833-1906), a curadora Anna Paula Martins realizou no Jardim Botânico entre novembro de 2009 e janeiro de 2010 a exposição Glaziou e os Jardins Sinuosos. Com produção da Automatica, foi exibida, a partir de uma série de suportes e intervenções gráficas no espaço expositivo, a farta documentação original da obra de Glaziou.

Nesta exposição, foram apresentados pela primeira vez imagens e projetos relativos ao papel decisivo que o paisagista teve na formação urbana do Rio de Janeiro do século XIX. A exposição contou com uma grande equipe de profissionais participando da montagem, incluindo projeções e trilha sonora original.

Título do projeto

Acusma

Local

Museu de Arte da Pampulha

Endereço

Av. Dr. Otácilio Negrão de lima, 16585

Belo Horizonte

Visitação

09/11/2008 –  26/02/2009

Artistas

Chelpa Ferro

  1. Barrão
  2. Luiz Zerbini
  3. Sergio Mekler

Produção

Automatica

Coordenação de Produção

Luiza Mello [Automatica]

Assistentes Chelpa Ferro

Julio Callado

Objetos em cerâmica

Regina Kemp

Marcia Limani

Gravação, mixagem e edição de audio

Eduardo Pop

DosOutros

Cantores

Rodrigo Saboya

Diego Albuquerque

Cris Fernandes

Gabriel Martinho

Apoio

Cerâmica São Salvador

 

Entre novembro de 2008 e fevereiro de 2009, o coletivo Chelpa Ferro apresentou no Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, a instalação Acusma. A instalação consiste em um conjunto de vasos de cerâmica acoplados a alto-falantes e cabos que criam uma espécie de alucinação sonora. O contraste entre a delicadeza artesanal dos vasos e a perturbação auditiva causada pela peça sonora criada pelo coletivo é o cerne deste trabalho, mais uma vez produzido pela Automatica.

Título do projeto

Linha de Sombra

Artista

Regina Silveira

Local

Centro Cultural Banco do Brasil

Endereço

Primeiro de Março, 66

Centro – RJ

Visitação

13/10/2009 – 03/01/2010

Realização

Centro Cultural Banco do Brasil

Projeto Expográfico

Regina Silveira

Curadoria e textos

José Roca

Alejandro Martín

Coordenação Geral

Luiza Mello

Coordenação de Produção

Débora Monnerat

Assistentes da Artista

Eduardo Verderame

Renato Pera

Thereza Salazar

Design gráfico

Rara Dias

Paula Delecave

ZOT

Assessoria de imprensa

CWEA

Assessoria jurídica

Álvaro Piquet

Administração do projeto

Marisa Mello

Iluminação

Belight

Cenotécnica

Camuflagem

Revisão

Duda Costa

Versão e tradução dos textos originais em inglês

Steve Yolen

Versão e tradução dos textos originais em espanhol

Pablo Cardellino Soto

Agradecimentos

Luciana Brito Galeria

Esta exposição propõe um percurso particular por meio da obra de uma artista tão prolífica como é Regina Silveira. Apesar daquilo que o título poderia sugerir, este percurso não é cronológico nem linear, e sim mais labiríntico. De fato, são muitos percursos possíveis.

A busca em um dicionário sempre surpreende: as definições das palavras que acreditamos conhecer incluem muito mais do que a explicação do seu significado mais convencional, e nos sugerem acepções inesperadas, ao passo que nos fazem ver os múltiplos deslocamentos metafóricos das palavras para outros usos corriqueiros, de cuja conexão com o termo original, porém, não estávamos cientes. E o dicionário faz isso nos remetendo sempre a outras palavras, usualmente similares, mas com frequência muito diferentes. A definição de uma palavra sempre tem vestígios das que a antecedem; cada palavra é a sombra de muitas outras.

Esta exposição propõe um percurso particular por meio da obra de uma artista tão prolífica como é Regina Silveira. Apesar daquilo que o título poderia sugerir, este percurso não é cronológico nem linear, e sim mais labiríntico. De fato, são muitos os percursos possíveis. A exposição é estruturada como um labirinto cuja finalidade é ambígua: conduz, mas desorienta; não tem apenas uma saída, mas muitas possíveis; e a motivação principal ao adentrar nele não é a busca de como sair, e sim a aventura de percorrê-lo. Trata-se de um quebra-cabeça por desvendar, de um jogo de descobertas.

Título do projeto

O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli

Patrocínio

Eletrobrás

Local

Instituto Inhotim – MG

Data

27/09/2009 – 29/11/2009

Edição e projeto

Anna Paula Martins

Dantes Editora

Artista convidado

Luiz Zerbini

Arquitetura

Israel Nunes

Projeções

Joana Ventura

João Bonelli

Trilha sonora

Lucas Santana

Chico Neves

Pintura do Dragoeiro

Marinho

Iluminação

Belight

Marcenaria

Francisco Rodriguez

Assistente de edição

Juliana Wahner

Revisão

Duas Águas Editoração e Consultoria

Produção

Automatica

Coordenação de produção

Luiza Mello

Produção e gestão do projeto

Marisa Mello

Produção

Arthur Moura

Mariana Schincariol de Mello

O Gabinete de curiosidade de Domenico Vandelli, que tem o apoio da Eletrobrás, apresenta uma nova visão sobre o passado colonial brasileiro relacionado a valorização do meio-ambiente e a sua riqueza intelectual e científica. Integra um projeto homônimo, iniciado em 2006 com a digitalização de importante documentação inédita que encontra-se dispersa entre bibliotecas, arquivos e museus no Brasil e na Europa.

É um projeto que engloba pesquisa, edição de livros e site e tem como objetivo divulgar e tornar acessível este imenso acervo pouco conhecido sobre natureza e tecnologia brasileira no século XVIII.

O fio condutor é o naturalista Domenico Vandelli (1735-1816), grande articulador das viagens filosóficas ao território brasileiro. Vandelli foi professor de História Natural na Universidade de Coimbra e diretor dos jardins botânicos e museus de Coimbra e Lisboa. Orientou e instruiu seus discípulos a realizarem as viagens filosóficas sem contudo jamais pisar em solo brasileiro. Através destas viagens foi possível observar e descrever as colônias ultramarinas de Portugal, em especial o Brasil.

As memórias, ilustrações e diários foram a janela por onde Vandelli imaginou o Brasil. Diversas viagens foram realizadas a partir de 1783.

O visitante é convidado a viajar através de registros e objetos da natureza que revelam o universo da história natural no século XVIII. Ciência, arte e natureza estão aliadas em vitrines contendo coleções históricas e documentos originais. O acervo pouco conhecido desse primeiro contato científico, feito por nacionais, está representado na exposição.

O visitante é convidado a viajar através de registros e objetos da natureza que revelam o universo da história natural no século XVIII. Ciência, arte e natureza estão aliadas em vitrines contendo coleções históricas e documentos originais.

O acervo pouco conhecido desse primeiro contato científico, feito por nacionais, está representado na exposição. O artista plástico Luiz Zerbini acompanhou a pesquisa durante os 4 meses de residência no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Zerbini desenvolveu um trabalho que se insere no corpo da exposição. Criou um dialogo com o universo representado nas viagens filosóficas e do qual Vandelli se valeu para especular sobre a natureza. O músico Lucas Santtana, em parceria com o produtor Chico Neves, criou a trilha sonora a partir das ambiências diurna e noturna do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

João Bonelli e Joana Ventura utilizaram o material gravado pela curadora Anna Paula Martins durante a pesquisa e conceberam a série de projeções. O artista plástico e grafiteiro Marinho criou a imagem do dragoeiro que serviu de logomarca do projeto e ex-libris das edições. O dragoeiro foi uma das primeiras plantas a ser descrita por Vandelli de acordo com o sistema natural de Lineu. Para a exposição no Inhotim, Marinho foi convidado a fazer um imenso mural sobre vidros e dessa forma abrigar o conteúdo expositivo.

O arquiteto Israel Nunes projetou a ocupação do espaço e desenhou o mobiliário que foi desenvolvido na marcenaria de Francisco Rodriguez em Tiradentes.

Entre julho e setembro de 2008 a exposição O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli ocupou, e inaugurou, o Museu do Meio Ambiente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

O Instituto Inhotim em Brumadinho/ MG é o primeiro pouso da itinerância que passará por Belém, Recife e São Paulo.

 

 

Título do projeto

Entre Temps

Local

Centro Cultural Oi Futuro

Endereço

Dois de dezembro, 63

Flamengo – RJ

Visitação

22/09/2009 – 01/11/2009

Coordenação Geral

Luiza Mello

Produção

Arthur Moura

Mariana Schincariol Mello

Design gráfico

Duas Águas

Carlito Carvalhosa

Projeto expográfico

Duas Águas

Gustavo Moura

Daniel Wagner

Multimídia

Belight

Cenotécnica

Camuflagem

Assessoria de Imprensa

CW&A

Claudia Noronha

Assessoria juridica

Álvaro Piquet Pessoa

Tradução

John Norman

(Inglês)

Júnia Botelho

(Francês)

Janine Houard

(Francês)

“Entre-temps – uma década de videoarte francesa na coleção do Musé d’Art Moderne de la Ville de Paris\ARC” reúne 21 trabalhos em vídeos, filmes e slideshows de 17 artistas franceses ou radicados na França, cuja produção marcou profundamente a última década, trazendo discussões fundamentais para a arte contemporânea. “Entre-temps” integra o Ano da França no Brasil.

A mostra esteve esse ano em São Paulo, no Museu da Imagem e do Som e no Paço das Artes, de abril a junho. No Rio de Janeiro, ela será acrescida de trabalhos dos artistas Ariane Michel, Valérie Mréjen, Anne-Marie Schneider e Zineb Sedira. Alguns artistas que participaram da mostra em São Paulo não estarão na do Rio, como Melik Ohanian, Nicolas Moulin, Adel Abdessemed e Kader Attia.

O conjunto das obras que estarão na exposição foi recentemente adquirido pelo museu parisiense, cujo acervo conta com uma coleção expressiva de mais de trinta anos, que remonta à origem do vídeo. A exposição aglutina artistas nascidos entre os anos 1950 e 80, que influenciaram decisivamente a videoarte internacional.

“Entre-temps – Uma década de videoarte francesa na coleção do Musée d’Art moderne de la Ville de Paris/ARC” explora as possibilidades do vídeo como suporte artístico, e afirma a aproximação entre as artes visuais e o cinema. Os trabalhos dialogam com a experimentação de linguagens e outros campos do conhecimento, como a ciência, a filosofia, e exploram novas mídias e tecnologias. Os campos de investigação estão expressos em animes – desenhos-animados produzidos no Japão –, na retransmissão de um jogo de futebol ou mesmo em um documentário sobre um projeto de arquitetura na zona rural tailandesa.

A mostra abrange uma produção diversificada, que discute desde questões políticas e de território a visões subjetivas sobre temas como tempo e espaço, território, dramas públicos e pessoais.

Apesar da produção extremamente autoral de cada um dos artistas, eles têm em comum “uma forma de ambiguidade histórica: o início dos anos 1990 é marcado pela instabilidade”, observam os curadores. “Todos experimentam as referências formais dominantes que perdem o fôlego no fim dos anos 1980, e, do mesmo jeito, todos atravessam um contexto socioeconômico ambíguo e instável”. Os curadores destacam ainda que “entre uma necessidade de forte renovação – a maioria é de ‘filhos de 68’ – e um clima caracterizado pela precariedade constante, esses artistas conhecem, por meio de suas experiências, tensões similares”.

Entre os destaques de “Entre-temps. Uma década de videoarte francesa na coleção do Musée d’Art moderne de la Ville de Paris/ARC” estão três obras protagonizadas por Ann Lee, personagem integrante do projeto evolutivo intitulado “No Ghost, Just a Shell”, criado em 1999. Nesse ano, os artistas Pierre Huyghe e Philippe Parreno compraram os direitos autorais da personagem fadada a desaparecer e propuseram a vários artistas, como Melik Ohanian e Rirkrit Tiravanija, que lhe dessem uma segunda vida, elaborando uma história para ela. Huyghe e Parreno também apresentaram suas versões de narrativas para a musa animada Ann Lee. O primeiro, em “Two Minutes Out of Time”; e o segundo, no trabalho “Anywhere out of the World”.

Título do projeto

Performance Presente Futuro II

Local

Centro Cultural Oi Futuro

Período

11/09/2009 – 13/09/2009

Curadoria e Projeto

Daniela Labra

Coordenação de produção

Luiza Mello

Produção

Mariana Schincariol Mello

Arthur Moura

Design Visual

João Modé

Multimídia

Belight

Revisão e padronização de texto

Duda Costa

Versão para o inglês

Renato Rezende

Monitores

Bruno Monnerat

Carol Echevarria

Gestão do projeto

Marisa S. Mello

Assessoria de Imprensa

CW&A

Claudia Noronha

Assessoria jurídica

Álvaro Piquet Pessoa

Performance Presente Futuro vol. II é a segunda edição do evento interdisciplinar ocorrido em 2008, dedicado à multiplicidade da arte da performance e sua integração com recursos tecnológico-midiáticos e científicos.

São reunidas pesquisas artísticas e trabalhos inéditos em que a ciência e a tecnologia estão presentes como fundamento e não somente como fetiche.

As propostas exibidas nesta mostra são fruto da vontade de artistas em compreender nossa humanidade e lugar num mundo que se quer mais tecnológico. Por outro lado, buscam também uma relação harmônica, ainda que crítica, com a ferramenta midiática que manipulam. Durante três dias, o quarto piso do Oi Futuro recebe ações ao vivo, videoinstalações performáticas, workshops e palestras de artistas que, apoiados em tecnologias diversas, refletem possibilidades da expressão humana quando ampliada por dispositivos mecânicos, eletrônicos e digitais.

Texto de Daniela Labra, curadora

 

Programação

11, 12 e 13 de setembro

 

11 – Sexta

11:00 -17:00 – Yukihiro Taguchi – Contact

17:00 – Alexandre Sá – Aquilo que você espera

18:30 – Shima – Entrelinhas

19:30 – Vito Acconci – Palestra – Das palavras para a ação para a arquitetura

 

12 – Sábado

11:00 -15:00 – Yukihiro Taguchi – Contact

15:30 – Chico Fernandes – Interself I

17:30 – Cris Bierrenbach – Fala a verdade

18:30 –Bill/Surveillance Camera Players – Palestra – The Surveillance Camera Players: de 1996 até o presente.

 

13 – Domingo

11:00 – 14:00 – Workshop em espaço urbano – Bill/Surveillance Camera Players

11:00 -15:00 – Yukihiro Taguchi – Contact

15:00 – Regina Melim – Palestra Reconstruções, interpretações e resignificações de Performances nas Artes Visuais

16:30 – Daniela Mattos – Arte depois dos anos 1960/1970

17:30 – Fernando Salis – Veni, Vidi, Verti

Título do projeto

Vianninha – uma vida em ação

Local

Centro Cultural da Justiça Eleitoral

Rua 1º de março, 42 Centro – RJ

Visitação

10/09/2009 – 25/10/2009

Realização

CCJE

Tribunal Superir Eleitoral

Coordenação Geral

Fundação Padre Anchieta

Exposição

Curadoria e textos

Frederico Coelho

Coordenação Geral

Luiza Mello

Coordenação de produção

Débora Monnerat

Design gráfico

Sônia Barreto

Projeto expográfico

Duas Águas

Gustavo Moura

Daniel Wagner

Vídeo

Duas Águas

Gustavo Moura

Bernardo Barcellos

Pesquisa

Elizabeth Passi de Moraes

Leila Melo

Créditos das imagens

Acervo de Alberto Salvá

Acervo de Cacá Diegues

Acervo de Maria Lúcia Vianna

Acervo de Paulo Cezar Saraceni

Acervo de Roberto Farias

Arquivo Nacional

Centro de Documentação / TV Globo

FUNARTE / Centro de Documentação

Julio Callado

Tratamento de imagens

Trio Studio

Ampliações fotográficas

Color Office

Assessoria de imprensa

Belém Com

Revisão

Duda Costa

Acompanhamento gráfico

Sidnei Balbino

Multimídia

Belight

Cenotécnica

Camuflagem

Assessoria jurídica

Álvaro Piquet Pessoa

Dramaturgo, ator, produtor, roteirista, as atribuições profissionais de Vianninha são apenas um parco pedaço de sua bibliografia.

Oduvaldo Vianna, Oduvaldo Vianna Filho, Vianna, Vianninha. Por um erro na hora do registro, Vianninha foi homônimo de seu pai por toda a vida. O “Filho” constava na apresentação, mas não na certidão de nascimento. Daí seus vários nomes, utilizados de formas diferentes ao longo da vida. Todos esses nomes, porém, não conseguem dar conta da versatilidade e da importância de Vianninha para a história do teatro e da cultura brasileira. Dramaturgo, ator, produtor, roteirista, as atribuições profissionais de Vianninha são apenas um parco pedaço de sua biografia. Lutador incansável em prol de suas convicções políticas, articulador essencial na constituição de um espaço crítico de produção cultural brasileira nos anos 1950, 60 e 70, empreendedor de ideias e coletivos que marcaram definitivamente o nosso teatro, sua trajetória sintetiza todas as utopias e frustrações que sua geração viveu em um dos períodos mais conturbados de nossa história.

Carioca de nascimento, filho de artistas – seu pai, Oduvaldo Vianna, foi um dos grandes escritores do teatro, do rádio e do cinema nacional na primeira metade do século XX – e de ativistas políticos, Vianninha cresceu entre o palco e o palanque. O teatro e a política ocupavam seu tempo, seus projetos e anseios. Sua ligação familiar com o PCB fez com que sua relação com a arte e a cultura fosse, durante um período, mediada pelas suas diretrizes partidárias. Isso não impediu que, ao longo dos anos, Vianninha revisse essas diretrizes e reavaliasse suas ações, sem perder jamais o foco da transformação social por meio da arte.

Há cinquenta anos, quando Vianninha mergulha na militância pelo teatro brasileiro, a luta política e a transformação da sociedade eram ideais que moviam uma série de atores, diretores, dramaturgos e intelectuais no país. Suas peças e seus personagens foram espada e escudo de toda uma geração. Suas parcerias revolucionaram o pensamento cultural por meio dos espetáculos do Teatro de Arena e do grupo Opinião. Seus programas de televisão entraram no imaginário nacional e, até hoje, são exibidos em novas versões.

Intelectual em permanente construção, escritor habilidoso, amigo fiel e pensador carismático, Vianninha nunca se furtou, ao longo de toda sua trajetória, de rever suas ideias, descartar seus equívocos e reafirmar suas convicções. Todas as suas peças foram criticadas pelo próprio autor, todos os grupos por que passou e formou com seus amigos foram discutidos, analisados, revisados por Vianninha. No balanço geral de seus textos, sempre o saldo positivo da experiência e da ampliação de horizontes.

Em quase vinte anos de teatro, ele repensou e reafirmou muitas de suas ideias, porém nunca abriu mão do lugar que ocupava quando as falava e as escrevia. Um lugar que sempre privilegiou a liberdade, a luta, a justiça social e a garantia de felicidade do homem brasileiro. É esse olhar generoso e visceral dessa vida em ação o maior legado da obra e da trajetória de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianninha.

Título do projeto

Casa de Espelhos

Artista

Lucia Koch

Local

Caixa Cultural

Galeria Vitrine da Paulista

Entrada gratuita

Visitação

15/07/09 – 09/08/09

 

Coordenação geral

Luiza Mello

Produção

Têra Queiroz

Mariana Schincariol Mello

Assistentes da artista

Letissa Kanawati

Alecsander Gonçalves

Projeto gráfico

Monique Schenkels

Texto

Marcelo Rezende

Fotografia

Everton Ballardin

Administração

Marisa S. Mello

Montagem

Alexandre Cruz da Silva

Alexandre Fernandes Pacheco

Balbino de Oliveira

Francisco de Assis O. da Silva

Laesio Rodrigues de Melo

Apoio

Fujocka

Poucas coisas são tão misteriosas quanto aquilo que se chama, ou se aprendeu a chamar, de “vida cotidiana”. Essa expressão guarda algumas desconfianças (a mais assustadora, a que tudo se repete, todos os dias) e um certo número de certezas,

A mais evidente, a de que essa existência acontece em um determinado tempo, e em um lugar particular. Como agora, neste instante, nesta “Casa de Espelhos”. Mas, aqui, nada está sendo repetido, reprisado. Trata-se sobretudo de uma interrupção.

Mas por qual razão sob o cotidiano se esconde esse fantasma da repetição? Uma resposta provável está na idéia de que na sucessão de fatos, acontecimentos de uma jornada – logo, de uma vida – se formam crenças e verdades que são apenas convenções. Nos modos de vida cotidianos se esconderia uma mentira, uma invenção perversa fazendo com que parecesse ter sido tudo, de todas as formas, escolhido e decidido antes mesmo de alguém ter chegado ao mundo, que passa a ser sempre algo “que é”, e raramente “o que poderá ser”. As relações de dominação são o que também se repete.

Contra essa repetição, Lucia Koch faz uso de um momento de suspensão. Com “Casa de Espelhos” algo se interrompe a partir de uma experiência coletiva urbana. Este lugar não é mais o lugar que se conhece, assim como a vivência com este espaço, neste momento, não é a mesma. Há agora um corte, uma outra situação, uma outra possibilidade criada a partir de uma insurreição estética contra os modos habituais de se pensar ou sentir um território. Ganha-se assim uma renovada condição: se cada um vive a vida como cenas que apenas se repetem (o cotidiano) em um mesmo cenário (a cidade), agora é possível fazer, pela segunda vez, um primeiro filme, como se tudo não pudesse se repetir jamais.

Marcelo Rezende, São Paulo, 2009.

Título do projeto

Luiz Carlos Barreto

Local

CCJE – Centro Cultural da Justiça Eleitoral

Primeiro de Março, 42

Centro – RJ

Visitação

30/05/09 – 26/06/09

Entrada Gratuita

Realização

CCJE – Centro Cultural da Justiça Eleitoral

Tribunal Superior Eleitoral

Coordenação Geral

Fundação Padre Anchieta

Curadoria e textos

Frederico Coelho

Coordenação Geral

Luiza Mello

Automatica

Coordenação de Produção

Débora Monnerat

Automatica

Design Gráfico

Sônia Barreto

Projeto Expográfico

Duas Águas

Gustavo Moura

Daniel Wagner

Vídeos

Duas Águas

Gustavo Moura

Bernardo Barcellos

Leonardo Levis

Glauco Guigon (estagiário)

Créditos das imagens

Acervo de Fotografias da Cinemateca Brasileira

Acervo Fotográfico de Luiz Carlos Barreto

Acervo Tempo Glauber

Cinemateca do MAM

Diários Associados

Filmes do Serro

Julio Callado

L.C.Barreto

Luiz Carlos Barreto

Luiz Garrido

Luz Mágica Produções

Roberto Farias

Ziraldo

Digitalização e tratamento de imagens (fotografias do acervo pessoal de Luiz Carlos Barreto)

Casa 2 | Humberto Cesar, Luiz Garrido e Julia Sampaio

Tratamento de imagens (Acervo Tempo Glauber e fotografias do álbum de família de Luiz Carlos Barreto)

Estúdio Lupa

Ampliações fotográficas

Casa 2

Fotosfera

Cenotécnica

Camuflagem

Impressões digitais

Luiz Guarrido

Humberto Cesar

Casa Dois

Multimídia

Belight

Assessoria de imprensa

Belém Com

Revisão

Duda Costa

Acompanhamento gráfico

Sidnei Balbino

Poucas pessoas podem realmente afirmar que viram os grandes momentos da nossa história recente. Muitos escreveram sobre tais momentos, outros cantaram, filmaram e desenharam, mas poucos viram nossa história como Luiz Carlos Barreto.

Nascido em Sobral, Ceará, em 1928, até hoje seu olhar imprime os tipos, traços e tempos do homem brasileiro.

Testemunha ocular de um período em que o país avançava em meio aos contrastes sociais da modernização industrial, Luiz Carlos Barreto fez parte de uma geração de fotógrafos que reinventou o registro dos personagens e paisagens do Brasil e do mundo. Com 21 anos, tornou-se um dos principais nomes do fotojornalismo na revista O Cruzeiro, publicação de maior prestígio da história do jornalismo nacional daquele período. Ao lado de José Medeiros, Luciano Carneiro, Flávio Damm, Indalécio Wanderley, entre outros, revolucionou o uso da fotografia na imprensa brasileira ao incorporar o olhar discreto e dinâmico das câmeras portáteis, como a sua inseparável Leica. Contemporâneo da revolução conduzida pela agência francesa Magnum, de Robert Capa e Henri Cartier-Bresson, Barreto aplicou em nossa realidade as novas possibilidades tecnológicas da fotografia no jornalismo.

Durante os catorze anos em que trabalhou n’O Cruzeiro, as fotos de Luiz Carlos Barreto ofereceram mais do que um novo olhar sobre os personagens que povoavam as notícias ao redor do mundo. Nelas, há a revelação de uma nova luz: uma luz natural que emana dos espaços, uma luz estourada, contrastante, poética, reveladora. Seja em Paris, na Bahia, em Londres, em Atenas, em Brasília, na Amazônia, em Buenos Aires, em Estocolmo ou no Rio de Janeiro, a luz e seus desenhos formam e informam a beleza de cada fotografia desta exposição. Dos grandes nomes da história aos ídolos dos campos de futebol (sua paixão e “profissão paralela” ao longo da vida), nada escapou dos olhos e da câmera dessa fotografia generosa e povoada de vida.

A luz de Luiz, mais do que proporcionar um jogo de palavras, conseguiu traduzir para uma geração inteira de cineastas o que suas ideias na cabeça intuíam, mas suas câmeras na mão não imprimiam: essa luz brasileira, atlântica, seca como a caatinga, bela como o Eldorado. Apaixonado por filmes desde as animadas sessões do Cinema Majestic na Fortaleza de sua infância, fotógrafo dos grandes festivais e dos sets de filmagem da Europa e dos Estados Unidos, era natural que o caminho de um homem de imagens fotografadas desaguasse no mundo das imagens em movimento.

A partir de um encontro com Glauber Rocha em 1961, Luiz Carlos Barreto abraçou o cinema brasileiro em meio à fundação de sua principal revolução estética e política: o Cinema Novo. Coube a ele, como roteirista, fotógrafo e produtor incansável, ser o principal pioneiro na reflexão e formulação do financiamento, da produção e da comercialização do cinema nesse período.

Com sua presença até hoje atuante após mais de sessenta anos de carreira, a vasta trajetória profissional de Luiz Carlos Barreto é um retrato do país no século XX. Migrante, jogador de futebol, jornalista popular, fotógrafo inovador, produtor internacional, Barreto contribui decisivamente para que todos nós enxerguemos – nas imagens cristalizadas do tempo fotográfico e nas imagens em movimento do cinema – a nossa face humana, épica, obscura e iluminada.

Frederico Coelho

Título do projeto

10ª edição do Projeto Respiração
João Modé – Invisíveis

Local

Fundação Eva Klabin

Av. Epitácio Pessoa, 2480 – Lagoa – RJ

Visitação

24/05/2009 – 25/07/2009

Artista

João Modé

Curadoria

Marcio Doctors

Museologia e Montagem

Equipe Fundação Eva Klabin

Produção

Mariana Schincariol de Mello

Fotografia

Vicente de Mello

Automatica produziu a exposição da 10ª edição do Projeto Respiração, desta vez apresentando o trabalho do artista João Modé. Concebido pela curador Marcio Doctor, a ideia de estabelecer uma conexão entre a coleção clássica da Fundação Eva Klabin e a arte contemporânea representa, em anos, uma grande iniciativa na área da arte contemporânea brasileira.

Nesta edição, João Modé oferece com Invisíveis, pequenas e sutis transformações nas peças que compõem a coleção da casa, apresentando uma visão estética que adentra a memória desse famoso ambiente.

Nos sons e nos cheiros do passado, na memória da experiência de outras épocas e no registro da passagem do tempo, Modé cria uma atmosfera duplamente afetiva e desafiadora para a sensibilidade de cada visitante.

Título do projeto

Doida Disciplina

Artista

Gabriela Machado

Local

Caixa Cultural

Endereço

Av Almirante Barroso, 25 · Centro

Rio de Janeiro

Visitação

12/05/2009 – 21/06/2009

Entrada franca

 

Curadoria

Ronaldo Brito

Coordenação Geral

Luiza Mello

[automatica]

Coordenação de Produção

Débora Monnerat

Design Gráfico

Rara Dias

Fotos

Cristina Paranaguá

Julio Calado

Iluminação

Belight

Cenotécnica

Camuflagem

Agradecimentos

H.A.P Galeria

Doida Disciplina é o título da exposição da pintora carioca Gabriela Machado, realizada entre maio e junho de 2009 no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, no Rio de Janeiro, e entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010 na Caixa Cultural São Paulo.

Com curadoria de Ronaldo Brito, as pinturas de grande formato de Gabriela foram exibidas de forma direta, em um espaço cuja limpeza de elementos realça seu jogo entre as generosas manchas coloridas em contraste com o rigor de seus fundos brancos. Uma exposição cujo título resume os trabalhos da artista de forma exemplar.