Título do projeto

Vianninha – uma vida em ação

Local

Centro Cultural da Justiça Eleitoral

Rua 1º de março, 42 Centro – RJ

Visitação

10/09/2009 – 25/10/2009

Realização

CCJE

Tribunal Superir Eleitoral

Coordenação Geral

Fundação Padre Anchieta

Exposição

Curadoria e textos

Frederico Coelho

Coordenação Geral

Luiza Mello

Coordenação de produção

Débora Monnerat

Design gráfico

Sônia Barreto

Projeto expográfico

Duas Águas

Gustavo Moura

Daniel Wagner

Vídeo

Duas Águas

Gustavo Moura

Bernardo Barcellos

Pesquisa

Elizabeth Passi de Moraes

Leila Melo

Créditos das imagens

Acervo de Alberto Salvá

Acervo de Cacá Diegues

Acervo de Maria Lúcia Vianna

Acervo de Paulo Cezar Saraceni

Acervo de Roberto Farias

Arquivo Nacional

Centro de Documentação / TV Globo

FUNARTE / Centro de Documentação

Julio Callado

Tratamento de imagens

Trio Studio

Ampliações fotográficas

Color Office

Assessoria de imprensa

Belém Com

Revisão

Duda Costa

Acompanhamento gráfico

Sidnei Balbino

Multimídia

Belight

Cenotécnica

Camuflagem

Assessoria jurídica

Álvaro Piquet Pessoa

Dramaturgo, ator, produtor, roteirista, as atribuições profissionais de Vianninha são apenas um parco pedaço de sua bibliografia.

Oduvaldo Vianna, Oduvaldo Vianna Filho, Vianna, Vianninha. Por um erro na hora do registro, Vianninha foi homônimo de seu pai por toda a vida. O “Filho” constava na apresentação, mas não na certidão de nascimento. Daí seus vários nomes, utilizados de formas diferentes ao longo da vida. Todos esses nomes, porém, não conseguem dar conta da versatilidade e da importância de Vianninha para a história do teatro e da cultura brasileira. Dramaturgo, ator, produtor, roteirista, as atribuições profissionais de Vianninha são apenas um parco pedaço de sua biografia. Lutador incansável em prol de suas convicções políticas, articulador essencial na constituição de um espaço crítico de produção cultural brasileira nos anos 1950, 60 e 70, empreendedor de ideias e coletivos que marcaram definitivamente o nosso teatro, sua trajetória sintetiza todas as utopias e frustrações que sua geração viveu em um dos períodos mais conturbados de nossa história.

Carioca de nascimento, filho de artistas – seu pai, Oduvaldo Vianna, foi um dos grandes escritores do teatro, do rádio e do cinema nacional na primeira metade do século XX – e de ativistas políticos, Vianninha cresceu entre o palco e o palanque. O teatro e a política ocupavam seu tempo, seus projetos e anseios. Sua ligação familiar com o PCB fez com que sua relação com a arte e a cultura fosse, durante um período, mediada pelas suas diretrizes partidárias. Isso não impediu que, ao longo dos anos, Vianninha revisse essas diretrizes e reavaliasse suas ações, sem perder jamais o foco da transformação social por meio da arte.

Há cinquenta anos, quando Vianninha mergulha na militância pelo teatro brasileiro, a luta política e a transformação da sociedade eram ideais que moviam uma série de atores, diretores, dramaturgos e intelectuais no país. Suas peças e seus personagens foram espada e escudo de toda uma geração. Suas parcerias revolucionaram o pensamento cultural por meio dos espetáculos do Teatro de Arena e do grupo Opinião. Seus programas de televisão entraram no imaginário nacional e, até hoje, são exibidos em novas versões.

Intelectual em permanente construção, escritor habilidoso, amigo fiel e pensador carismático, Vianninha nunca se furtou, ao longo de toda sua trajetória, de rever suas ideias, descartar seus equívocos e reafirmar suas convicções. Todas as suas peças foram criticadas pelo próprio autor, todos os grupos por que passou e formou com seus amigos foram discutidos, analisados, revisados por Vianninha. No balanço geral de seus textos, sempre o saldo positivo da experiência e da ampliação de horizontes.

Em quase vinte anos de teatro, ele repensou e reafirmou muitas de suas ideias, porém nunca abriu mão do lugar que ocupava quando as falava e as escrevia. Um lugar que sempre privilegiou a liberdade, a luta, a justiça social e a garantia de felicidade do homem brasileiro. É esse olhar generoso e visceral dessa vida em ação o maior legado da obra e da trajetória de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianninha.

Título do projeto

Casa de Espelhos

Artista

Lucia Koch

Local

Caixa Cultural

Galeria Vitrine da Paulista

Entrada gratuita

Visitação

15/07/09 – 09/08/09

 

Coordenação geral

Luiza Mello

Produção

Têra Queiroz

Mariana Schincariol Mello

Assistentes da artista

Letissa Kanawati

Alecsander Gonçalves

Projeto gráfico

Monique Schenkels

Texto

Marcelo Rezende

Fotografia

Everton Ballardin

Administração

Marisa S. Mello

Montagem

Alexandre Cruz da Silva

Alexandre Fernandes Pacheco

Balbino de Oliveira

Francisco de Assis O. da Silva

Laesio Rodrigues de Melo

Apoio

Fujocka

Poucas coisas são tão misteriosas quanto aquilo que se chama, ou se aprendeu a chamar, de “vida cotidiana”. Essa expressão guarda algumas desconfianças (a mais assustadora, a que tudo se repete, todos os dias) e um certo número de certezas,

A mais evidente, a de que essa existência acontece em um determinado tempo, e em um lugar particular. Como agora, neste instante, nesta “Casa de Espelhos”. Mas, aqui, nada está sendo repetido, reprisado. Trata-se sobretudo de uma interrupção.

Mas por qual razão sob o cotidiano se esconde esse fantasma da repetição? Uma resposta provável está na idéia de que na sucessão de fatos, acontecimentos de uma jornada – logo, de uma vida – se formam crenças e verdades que são apenas convenções. Nos modos de vida cotidianos se esconderia uma mentira, uma invenção perversa fazendo com que parecesse ter sido tudo, de todas as formas, escolhido e decidido antes mesmo de alguém ter chegado ao mundo, que passa a ser sempre algo “que é”, e raramente “o que poderá ser”. As relações de dominação são o que também se repete.

Contra essa repetição, Lucia Koch faz uso de um momento de suspensão. Com “Casa de Espelhos” algo se interrompe a partir de uma experiência coletiva urbana. Este lugar não é mais o lugar que se conhece, assim como a vivência com este espaço, neste momento, não é a mesma. Há agora um corte, uma outra situação, uma outra possibilidade criada a partir de uma insurreição estética contra os modos habituais de se pensar ou sentir um território. Ganha-se assim uma renovada condição: se cada um vive a vida como cenas que apenas se repetem (o cotidiano) em um mesmo cenário (a cidade), agora é possível fazer, pela segunda vez, um primeiro filme, como se tudo não pudesse se repetir jamais.

Marcelo Rezende, São Paulo, 2009.

Título do projeto

Luiz Carlos Barreto

Local

CCJE – Centro Cultural da Justiça Eleitoral

Primeiro de Março, 42

Centro – RJ

Visitação

30/05/09 – 26/06/09

Entrada Gratuita

Realização

CCJE – Centro Cultural da Justiça Eleitoral

Tribunal Superior Eleitoral

Coordenação Geral

Fundação Padre Anchieta

Curadoria e textos

Frederico Coelho

Coordenação Geral

Luiza Mello

Automatica

Coordenação de Produção

Débora Monnerat

Automatica

Design Gráfico

Sônia Barreto

Projeto Expográfico

Duas Águas

Gustavo Moura

Daniel Wagner

Vídeos

Duas Águas

Gustavo Moura

Bernardo Barcellos

Leonardo Levis

Glauco Guigon (estagiário)

Créditos das imagens

Acervo de Fotografias da Cinemateca Brasileira

Acervo Fotográfico de Luiz Carlos Barreto

Acervo Tempo Glauber

Cinemateca do MAM

Diários Associados

Filmes do Serro

Julio Callado

L.C.Barreto

Luiz Carlos Barreto

Luiz Garrido

Luz Mágica Produções

Roberto Farias

Ziraldo

Digitalização e tratamento de imagens (fotografias do acervo pessoal de Luiz Carlos Barreto)

Casa 2 | Humberto Cesar, Luiz Garrido e Julia Sampaio

Tratamento de imagens (Acervo Tempo Glauber e fotografias do álbum de família de Luiz Carlos Barreto)

Estúdio Lupa

Ampliações fotográficas

Casa 2

Fotosfera

Cenotécnica

Camuflagem

Impressões digitais

Luiz Guarrido

Humberto Cesar

Casa Dois

Multimídia

Belight

Assessoria de imprensa

Belém Com

Revisão

Duda Costa

Acompanhamento gráfico

Sidnei Balbino

Poucas pessoas podem realmente afirmar que viram os grandes momentos da nossa história recente. Muitos escreveram sobre tais momentos, outros cantaram, filmaram e desenharam, mas poucos viram nossa história como Luiz Carlos Barreto.

Nascido em Sobral, Ceará, em 1928, até hoje seu olhar imprime os tipos, traços e tempos do homem brasileiro.

Testemunha ocular de um período em que o país avançava em meio aos contrastes sociais da modernização industrial, Luiz Carlos Barreto fez parte de uma geração de fotógrafos que reinventou o registro dos personagens e paisagens do Brasil e do mundo. Com 21 anos, tornou-se um dos principais nomes do fotojornalismo na revista O Cruzeiro, publicação de maior prestígio da história do jornalismo nacional daquele período. Ao lado de José Medeiros, Luciano Carneiro, Flávio Damm, Indalécio Wanderley, entre outros, revolucionou o uso da fotografia na imprensa brasileira ao incorporar o olhar discreto e dinâmico das câmeras portáteis, como a sua inseparável Leica. Contemporâneo da revolução conduzida pela agência francesa Magnum, de Robert Capa e Henri Cartier-Bresson, Barreto aplicou em nossa realidade as novas possibilidades tecnológicas da fotografia no jornalismo.

Durante os catorze anos em que trabalhou n’O Cruzeiro, as fotos de Luiz Carlos Barreto ofereceram mais do que um novo olhar sobre os personagens que povoavam as notícias ao redor do mundo. Nelas, há a revelação de uma nova luz: uma luz natural que emana dos espaços, uma luz estourada, contrastante, poética, reveladora. Seja em Paris, na Bahia, em Londres, em Atenas, em Brasília, na Amazônia, em Buenos Aires, em Estocolmo ou no Rio de Janeiro, a luz e seus desenhos formam e informam a beleza de cada fotografia desta exposição. Dos grandes nomes da história aos ídolos dos campos de futebol (sua paixão e “profissão paralela” ao longo da vida), nada escapou dos olhos e da câmera dessa fotografia generosa e povoada de vida.

A luz de Luiz, mais do que proporcionar um jogo de palavras, conseguiu traduzir para uma geração inteira de cineastas o que suas ideias na cabeça intuíam, mas suas câmeras na mão não imprimiam: essa luz brasileira, atlântica, seca como a caatinga, bela como o Eldorado. Apaixonado por filmes desde as animadas sessões do Cinema Majestic na Fortaleza de sua infância, fotógrafo dos grandes festivais e dos sets de filmagem da Europa e dos Estados Unidos, era natural que o caminho de um homem de imagens fotografadas desaguasse no mundo das imagens em movimento.

A partir de um encontro com Glauber Rocha em 1961, Luiz Carlos Barreto abraçou o cinema brasileiro em meio à fundação de sua principal revolução estética e política: o Cinema Novo. Coube a ele, como roteirista, fotógrafo e produtor incansável, ser o principal pioneiro na reflexão e formulação do financiamento, da produção e da comercialização do cinema nesse período.

Com sua presença até hoje atuante após mais de sessenta anos de carreira, a vasta trajetória profissional de Luiz Carlos Barreto é um retrato do país no século XX. Migrante, jogador de futebol, jornalista popular, fotógrafo inovador, produtor internacional, Barreto contribui decisivamente para que todos nós enxerguemos – nas imagens cristalizadas do tempo fotográfico e nas imagens em movimento do cinema – a nossa face humana, épica, obscura e iluminada.

Frederico Coelho

Título do projeto

10ª edição do Projeto Respiração
João Modé – Invisíveis

Local

Fundação Eva Klabin

Av. Epitácio Pessoa, 2480 – Lagoa – RJ

Visitação

24/05/2009 – 25/07/2009

Artista

João Modé

Curadoria

Marcio Doctors

Museologia e Montagem

Equipe Fundação Eva Klabin

Produção

Mariana Schincariol de Mello

Fotografia

Vicente de Mello

Automatica produziu a exposição da 10ª edição do Projeto Respiração, desta vez apresentando o trabalho do artista João Modé. Concebido pela curador Marcio Doctor, a ideia de estabelecer uma conexão entre a coleção clássica da Fundação Eva Klabin e a arte contemporânea representa, em anos, uma grande iniciativa na área da arte contemporânea brasileira.

Nesta edição, João Modé oferece com Invisíveis, pequenas e sutis transformações nas peças que compõem a coleção da casa, apresentando uma visão estética que adentra a memória desse famoso ambiente.

Nos sons e nos cheiros do passado, na memória da experiência de outras épocas e no registro da passagem do tempo, Modé cria uma atmosfera duplamente afetiva e desafiadora para a sensibilidade de cada visitante.

Título do projeto

Doida Disciplina

Artista

Gabriela Machado

Local

Caixa Cultural

Endereço

Av Almirante Barroso, 25 · Centro

Rio de Janeiro

Visitação

12/05/2009 – 21/06/2009

Entrada franca

 

Curadoria

Ronaldo Brito

Coordenação Geral

Luiza Mello

[automatica]

Coordenação de Produção

Débora Monnerat

Design Gráfico

Rara Dias

Fotos

Cristina Paranaguá

Julio Calado

Iluminação

Belight

Cenotécnica

Camuflagem

Agradecimentos

H.A.P Galeria

Doida Disciplina é o título da exposição da pintora carioca Gabriela Machado, realizada entre maio e junho de 2009 no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, no Rio de Janeiro, e entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010 na Caixa Cultural São Paulo.

Com curadoria de Ronaldo Brito, as pinturas de grande formato de Gabriela foram exibidas de forma direta, em um espaço cuja limpeza de elementos realça seu jogo entre as generosas manchas coloridas em contraste com o rigor de seus fundos brancos. Uma exposição cujo título resume os trabalhos da artista de forma exemplar.

Título do projeto

Barra

Local

CCJE – Centro Cultural da Justiça Eleitoral

Endereço

Primeiro de Março, 42

Centro – RJ

Visitação

26/04/2009 – 10/05/2009

Entrada Gratuita

 

Artista

Pascal Mougin

Realização

CCJE – Centro Cultural da Justiça Eleitoral

Tribunal Superior Eleitoral

Coordenação Geral

Fundação Padre Anchieta

Curadoria

Milton Guran

Projeto Expográfico e coordenação de Montagem

Vinte Zero Um

Jair de Souza

Rita Sepulveda

Nathalia Mussi

Programação Visual

Melanie Guerra

Luz Tropical

Produção de Montagem

Luiza Mello | Automatica

Montagem

Camuflagem

Impressões digitais

Luiz Guarrido

Humberto Cesar

Casa Dois

Iluminação

Samuel Betts

Belight

Assessoria de Imprensa

Belém Com

VÍDEO 

Um dos eventos relacionados à participação do Brasil no Ano da França, a exposição Barra foi realizada no Centro Cultural da Justiça Eleitoral, Rio de Janeiro, em abril de 2009, exibindo um trabalho do fotógrafo francês Pascal Mougin feito especialmente para a ocasião.

Com curadoria de Milton Guran, Barra mostra, por meio de vídeos e fotos feitos em diferentes suportes, o cotidiano e a relação do carioca com seu meio urbano em duas situações bem distintas: os grandes condomínios da Barra da Tijuca e as ruas e ladeiras de Santa Tereza.

Título do projeto

Athos Bulcão – Compositor de Espaços

Artista

Athos Bulcão

Local

Museu Nacional do Conjunto Cultural da República

Visitação

12/03/2009 – 12/04/2009

Curadoria

Agnaldo Farias

Jacopo Crivelli Visconti

Coordenação de Produção

Luiza Mello

Produção Executiva

Débora Monnerat

Design Gráfico

Tecnopop

  1. Clara Meliande
  2. Renata Negrelly
  3. Alexsandro Souza

Produção Gráfica

Gabinete C

Programa Educativo

Átila Regiani

Rebeca Borges

Divulgação

Tátika Comunicação e Produção

Revisão e padronização de textos

Duda Costa

Tradução

Renato Rezende

Montagem

Manoel Oliveira Nascimento

Iluminação

Dalton Camargos

Fundação Athos Bulcão

Presidente

Orlando Vicente Antonio Taurisano

Vice-Presidente

Lea Emília Braune Portugal

Natanry Ludovico Osório

Secretária Executiva

Valéria Maria Lopes Cabral

Coordenação Administrativa Financeira

Rosanalha Martins

Coordenaçao de Pesquisa e Projetos

Glauber Coradesqui

Assessoria de Imprensa

Ionara Talita Silva

Assistente de Coordenação

Rosivalda Santos

Apoio

Darlon Germano Aquino

Olegario Silva Ribeiro

Paulo Henrique Alves da Slva

Conselho Curador

Beatrice Correa do Lago

Cláudia Maria Alves Pereira

Daniel Mangabeira da Vinha

Grace Maria Machado de Freitas

Maria Karla Osório Netto

Conselho Fiscal

Frederico Henrique Viegas de Lima

José Roberto Furquim

Murilo Alves Nunes

Museu Nacional do Conjunto Cultural da Republica

Governador do DF

José Roberto Arruda 

Secretário de Estado de Cultura do DF

Silvestre Gorgulho

Diretor

Wagner Barja 

Administração

Lamartine José Mansur

Secretaria Executiva

João Bastos

Larissa Raulino

Sâmia Lanna da Costa Fernandes

Heli Aparecida de Barros

Coordenador Educativo

Fabiano Pereira

 Núcleo Técnico

Joaquim Augusto Azevedo

Manoel Oliveira Nascimento

Com curadoria de Agnaldo Farias e Jacopo Crivelli, Athos Bulcão – Compositor de Espaços foi realizada no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília, entre março e abril de 2009.

A exposição articula-se a partir de dois objetivos fundamentais: re-contextualizar, preservando a escala real, a produção de azulejos e outros elementos arquitetônicos, e desvendar o processo pelo qual o artista, por meio de desenhos técnicos, plantas e esboços, colaborava com seus colegas arquitetos.

Título do projeto

Totoro

Local

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Endereço

Praça da Luz, 2 São Paulo

Visitação

26/01/2009 – 29/03/2009

Artista
s

Chelpa Ferro

  1. Barrão
  2. Luiz Zerbini
  3. Sergio Mekler

Projeto

Octógono Arte Contemporânea

Curadoria

Ivo Mesquita

Coordenação de produção

Luiza Mello [Automatica]

Assistente Chelpa Ferro

Julio Calado

Mixagem e edição de som

Eduardo Pop /DosOutros Estúdio

Marcenaria

Marcenaria J.J. Soares

Entre janeiro e março de 2009, a Pinacoteca do Estado de São Paulo apresentou o projeto Totoro, idealizado pelo coletivo Chelpa Ferro. Produzido pela Automatica, Totoro foi um projeto complexo especialmente desenvolvido para o espaço do Octógono, na Pinacoteca. A partir de uma trilha sonora composta pelo grupo, vários dispositivos foram articulados para possibilitar a ocupação sonora do espaço expositivo, no interior do museu. Um sistema de roldanas movimentava, por meio de um motor previamente programado, um conjunto de caixas de som que subia e descia, desaparecendo, de tempos em tempo, em um tubo de madeira no centro da sala.

Título do projeto

A Autópsia da Cigarra Gigante

Local

Teatro Oi Casa Grande

Endereço

Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – a – Leblon, Rio de Janeiro – RJ, 22430-060

Data

16/12/2008

Artistas

Chelpa Ferro

  1. Barrão
  2. Luiz Zerbini
  3. Sergio Mekler

Orquestração e Regência

Jaques Morelenbaum

Coordenação de produção

Luiza Mello

Assistente Chelpa Ferro

Julio Callado

Iluminação

Zé Luiz Joels

Vídeo

Gustavo Moura

Som

Antoine Midane

Monitor

Mauro Bianchi

Ficha Técnica do Festival Multiplicidade

Curadoria/Direção/Idealização

Batman Zavareze

Direção de arte

Leonardo Eyer Caótica

Assistência de direção | Produção

Chico Linhares

Design | Vídeos | Arte

Adriano Motta Caótica

Design

Júlia Rocha Caótica

Coordenação de produção

Roberto Bianchi

Assistência de produção | Documentação fotográfica

Lucas Werthein

Estagiário

Gabriel Becker

Cenografia

SuzanaLacevitz

Philippe Midani

Daniela Rodrigues

Coordenação tecnológica

Fabio Ghivelder

Coordenação sonora

Nado Leal

Projeções e instalações multimídia

All Business

Direção de palco

Marcio Barros

Técnico de som

Eduardo Baldi

Técnico de luz

Bruno Barreto

Cenotécnico

Alex Augusto Silva

Documentação fotográfica

Leonardo Santos

Documentação videográfica

Marcio Zavareze

Documentação videográfica | Edição

Emanuel Santos

Apoio

Priscilla Alves de Moura

Assessoria de imprensa

Marcia Niemeyer

Produção executiva | Administração

Mirian Peruch

Patrocínio

Oi Futuro

Em mais um trabalho com o Chelpa Ferro, a Automatica produziu em dezembro de 2008 a apresentação grandiosa do coletivo carioca no Teatro Oi Casa Grande, Rio de Janeiro. O concerto foi realizado dentro da programação do Multiplicidade, evento com curadoria permanente de Batman Zavareze. Com um espetáculo inédito construído especialmente para o projeto, A Autópsia da Cigarra Gigante reuniu desconstruções de música clássica por meio de uma orquestra regida pelo maestro, compositor, arranjador, instrumentista e produtor musical Jaques Morelenbaum. Além disso, o Chelpa Ferro apresentou projeções que dialogaram com instrumentos incomuns, incensos, samplers e a sua “Moby Dick”, uma bateria gigantesca transformada em instalação escultórica criada pelo próprio grupo.

Título do projeto

Vento Forte – Oficina 50 Anos

Local

Centro Cultural dos Correios

Rua Visconde de Itaboraí, 20

Centro – RJ

Visitação

4/12/2008– 25/01/2009

Concepção

Heloisa Buarque de Holanda

Curadoria

  1. Alberto Renault
  2. Camila Mota
  3. Lucas Weglinski

Direção de Arte

Alberto Renault

Coordenação de Produção

Luiza Mello

Produção Executiva

Elisa Ventura

Assistente de Produção

Paloma Bosquê

Produção

  1. Mariana Schincariol Mello
  2. Arthur Moura
  3. Marisa Mello

Edição de Imagens

Render Filmes

Design gráfico

Ana Laet COM

Arquitetura

  1. Erika Duarte
  2. Thiago Tavares

Equipamentos

BL Iluminação

Cenografia

Camuflagem

Assessoria de Imprensa

Diadorim Idéias e Comunicação

  1. Ana Madureira de Pinho
  2. Teresa Karabtchevsky

Revisão

Duda Costa

Agradecimentos

  1. Eva Doris Rosenthal
  2. Petrobras
  3. Academia de Filmes
  4. Associação Teatro Oficina
  5. Uzyna Uzona
  6. Elaine Cesar
  7. Jair Molina Jr.
  8. Gabriel Fernandes
  9. Cassandra Mello
  10. Renato Banti
  11. Mariano Mattos Martins
  12. Maurício Shirakawa
  13. Cibele Forjaz
  14. Sylvia Prado
  15. Anna Guilhermina
  16. Thaís Sandri
  17. Valério Peguini
  18. Beatriz Pimenta Corrêa
  19. Bruno Castro
  20. Lígia Roca
  21. Maarcela Farrás
  22. Vinicius Cardoso

Vento Forte para papagaio subir, texto de Zé Celso Martinez Corrêa e direção de Amir Haddad, foi a primeira montagem do grupo Oficina – no dia 28 de outubro de 1958, há cinquenta anos.

Eu sentia e sabia que não poderia deixar de fazer alguma coisa sobre o Oficina nesse momento. Pensei numa exposição que registrasse o impacto da obra de José Celso que, durante esses 50 anos, vem criando e recriando a cultura brasileira.

Daí surge a primeira ansiedade: que exposição pode ser essa, para mim, tão importante quanto ameaçadora? Como falar de Zé Celso, do Oficina? Como representar, com um mínimo de eficácia, esses ventos fortes que sopram em moto continuo durante meio século?

Havia coisa demais a ser dita. Montagens que revolucionaram o universo cultural do país. Caminhos agitados que falam de grandes montagens, sucessos, polêmicas, invasões, incêndios, prisões, lutas violentas por território. O grupo Oficina que já foi Cia de Teatro Oficina, Oficina Samba, 5º Tempo, Teatro Oficina Uzyna-Uzona. Foram várias etapas, várias histórias. Nunca, passando em branco. Brigando sempre pela experimentação radical que desestrutura, transforma, que se mistura com a rua, com a multidão. Laboratório de mergulho nas origens, que impõe o desejo como instrumento de criação, o corpo e a dança como funcionalidades primeiras. Criticado pela esquerda, censurado pela direita, a verdade é que ninguém da minha geração escapou do efeito Oficina. Do talento espantoso do poeta Zé Celso.

Sou prudente. Chamei Camila Mota e Lucas Weglinski – que se constituiram como as vozes do Oficina – e Alberto Renault – escritor , artista, diretor de ópera e peça central desse projeto – e começamos a pensar juntos. O titulo da exposição veio nos primeiros 5 segundos de jogo. Foi fácil. O conteúdo veio da lembrança de Camila da imensa documentação áudio-visual, textual e iconográfica produzida desde o início do grupo por Zé e pelas equipes e elencos do Oficina e nunca tornada pública. Material inédito, bruto. Vídeos e filmes inteiros ainda desconhecidos. Cadernos de campo, belíssimos e densos, manifestos, documentos passeatas, anotações. Ou seja, o processo de criação e de luta do Oficina em cena aberta. Percebemos a urgência de mostrar esse material. Foi o que decidimos fazer. Alberto Renault optou por não teatralizar (ou competir com) o material e criou um ambiente limpo e techno no qual a dramaticidade revolucionária e interpelativa do Oficina surgisse em solo. Uma ambientação sotto voce como o brilho do trabalho do mestre exige.

Foi assim que nos sentimos comemorando os 50 anos do Oficina. É isto que estamos oferecendo para o público já iniciado e para o público que não teve ainda a oportunidade de experimentar o Vento Forte Zé Celso Martinez Correia.

Título do projeto

H2O

Realização

SESC Rio

Local

Arte SESC

Rua Marquês de Abrantes, 99

Flamengo

Visitação

14/11/2008 – 29/03/2009

Entrada gratuita

Concepção

Heloisa Buarque de Hollanda

Curadoria

Henrique Lins de Barros

Coordenação Geral

O Instituto

Design Visual

Sonia Barreto

Coordenação Executiva

Elisa Ventura

Coordenação de Produção

Luiza Mello

Artista Convidada

Marta Jourdan

Consultor científico

Daniel Acosta Avalos

Programa educativo

Teresa Guilhon

Consultoria pedagógica

Rona Hanning

Pesquisa

Fernando Dumas

Designers assistentes

  • Regina Kemp
  • Rafael Bucker

Supervisão gráfica

Sidnei Balbino

Arquitetura

Salvi,giorge arquiteturadesign

Projeções

  • João Bonelli
  • Joana Ventura l Muarê

Jogos

Antonio Claudio Quixadá

Trilha Original

Ricardo Imperatore

Projeto de Luz

B.L Iluminação

Cenotécnico

Camuflagem

Agradecimentos

  1. Eva Doris Rosenthal
  2. Daniel Terra
  3. Fabrice Vautrin

A água, por ser substância do dia-a-dia, parece, em uma primeira mirada, assunto sem maior interesse. Enfim, quem não conhece a água e dela não fez uso intensivo?

Mas, sem muito esforço, começam a surgir questões e perguntas que já haviam sido feitas quando criança e que ficaram sem respostas. Por que a água é tão importante, a ponto de não poder ser substituída por nenhum outro líquido? Como surgiu a água neste nosso planeta? Como e quando? O que é o H2O que aprendi nos bancos de escola e passou a ser sinônimo de água? E, uma pergunta que surge recentemente, por que existe o medo de uma crise de água que comprometerá gerações futuras se eu vejo tanta água ao meu redor?

A partir destas perguntas um tanto ingênuas, foi-se delineando uma idéia para abordar um tema de aparência tão simples.

Sem dúvida, começar por um espaço de forte apelo emocional. Convidar o espectador a entrar no tema sem explicitar como a ele chegaria. E assim, após esta introdução, falar sobre os aspectos astronômicos que estão presentes. Com isso, vamos retornar ao início da Terra e tentar entender como a vida só pôde surgir por causa da água (H2O – elemento da vida). A água é o elemento da vida e abre espaço para se falar da vida nos mais diferentes tamanhos e formas, todos dependendo da água para a sua sobrevivência (H20 – molécula da vida). No entanto, olhando a Terra e seu clima, a água surge como algo fundamental para a manutenção da vida. Agora a água é vista em uma escala maior (H2O – matéria da vida). Em uma escala ainda maior, surge o problema que está sendo anunciado: a escassez de água potável que poderá levar a um colapso de proporções globais (H2O – futuro da vida).

Para finalizar a viagem, agora com uma nova percepção da água, nada mais oportuno que beber o líquido que motivou a exposição.

Henrique Lins de Barros, curador